sábado, 13 de março de 2010

conversando com o mutucão

em um chat de uma radio;


- cara, sabado passado me emocionei contigo ouvindo o mutucao;

- eh mesmo !! mas pq ?

- é que ele me mandou um abraco e disse que tinha sido atraves de ti e que tu era um baita parcero dele:


" o jose é um grande amigo; conheci ele de varias vezes que compareceu aos meus shows, sempre muito bem educado e bem humorado; aqueles fans que fazem as nossas cancoes e a nossa carreira valerem a pena; sabe aquelas pessoas agradaveis de se conhecer? pois sempre dessa forma, tomando umas que outras, e me faziam feliz por aqueles shows; grande jose, que agora se mudou para o nordeste e se lamenta por nao poder mais comparecer ao believe, mas que sempre esta conectado conosco pela rede; saudacoes"


- e assim me senti honrada pela lembranca e de saber que conheci, mesmo que virtualmente, mais uma pessoa legal;

- mas que beleza; é que o mutuca é gente finissima, é cara que entende mesmo da sonzera;

- legal mesmo; gostei muito do programa dele; agora ja vou la sempre;

- legal estar com voces.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

About the Beat Generation" by Jack Kerouac

"About the Beat Generation" by Jack Kerouac
published as "Aftermath: The Philosophy of the Beat Generation"
in Esquire magazine, in March 1958


"The Beat Generation, that was a vision that we had, John Clellon Holmes and I, and Allen Ginsbergin an even wilder way, in the late forties, of a generation of crazy, illuminated hipsters suddenly rising and roaming America, serious, bumming and hitchhiking everywhere, ragged, beatific, beautiful in an ugly graceful new way--a vision gleaned from the way we had heard the word 'beat' spoken on streetcorners on Times Square and in the Village, in other cities in the downtown city night of postwar America--beat, meaning down and out but full of intense conviction--We'd even heard old 1910 Daddy Hipsters of the streets speak the word that way, with a melancholy sneer--It never meant juvenile delinquents, it meant characters of a special spirituality who didn't gang up but were solitary Bartlebies staring out the dead wall window of our civilization--the subterraneans heroes who'd finally turned from the 'freedom' machine of the West and were taking drugs, digging bop, having flashes of insight, experiencing the 'derangement of the senses,' talking strange, being poor and glad, prophesying a new style for American culture, a new style (we thought), a new incantation--The same thing was almost going on in the postwar France of Sartre and Genet and what's more we knew about it--But as to the actual existence of a Beat Generation, chances are it was really just an idea in our minds--We'd stay up 24 hours drinking cup after cup of black coffee, playing record after record ofWardell Gray, Lester Young, Dexter Gordon, Willie Jackson, Lennie Tristano and all the rest, talking madly about that holy new feeling out there in the streets- -We'd write stories about some strange beatific Negro hepcat saint with goatee hitchhiking across Iowa with taped up horn bringing the secret message of blowing to other coasts, other cities, like a veritable Walter the Penniless leading an invisible First Crusade- -We had our mystic heroes and wrote, nay sung novels about them, erected long poems celebrating the new 'angels' of the American underground--In actuality there was only a handful of real hip swinging cats and what there was vanished mightily swiftly during the Korean War when (and after) a sinister new kind of efficiency appeared in America, maybe it was the result of the universalization of Television and nothing else (the Polite Total Police Control of Dragnet's 'peace' officers) but the beat characters after 1950 vanished into jails and madhouses, or were shamed into silent conformity, the generation itself was shortlived and small in number."

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

bed

pelas colheitas que entendi, as camas não viravam carros para te acordar cedo !!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

PSICOMAT

Havia um curso que era uma mistura de psicologia com matematica; nesse curso de 1 mes, as pessoas eram levadas a viver situacoes do cotidiano, despertadas por argumentos da psicologia e tinham que os resolver utilizando solucoes matematicas; para tanto, tinham aulas pela manha e a tarde as emocoes, situacoes e conflitos encontrados nas aulas de psicologia deveriam ter uma interpretacao matematica para serem resolvidos; as pessoas durante esse periodo moravam em montanhas em cavernas encravadas na rocha em condicoes bem precárias; la, tinham que resolver problemas como por exemplo, como puxar agua para cima, como espantar os ratos, como criar uma rota de alimentacao, etc., utilizando instrumentos cuja funcionalidade tinha sido calculada e argumentada matematicamente; dispunham apenas de instrumentos rudimentares como madeira e cordas. A ideia principal era levar as pessoas a verificarem a importancia matemática na pratica de seus dia-a-dia, tanto em situacoes de controle quanto emocionais; porventura, alguem poderia nessas experiencias descobrir algo (ou um metodo) novo. Todos gostavam muito da experiencia.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

o dia que a Terra estranhou com a gente

eu estava com uma galera num lugar ao campo com algumas montanhas; o tempo passava estranhamente; de repente as pessoas começaram a se dar por conta que a Terra estava para ser destruída, que dali a pouco tempo as coisas comecariam a ser destruidas ou simplesmente desaparecerem; mas, assim como a Terra, as pessoas tambem estavam sentindo que estavam desaparecendo, se nao fisicamente, mas em suas mentes; isso fez com que todos ficassem com um medo terrivel do que estava para acontecer, pois nao sabia como e nem quando isso se efetivaria; uma pessoa que estava comigo comecou a agir estranhamente e o que se passava na cabeca dela nao dava para perceber se era a realidade ou ela ja estava em outro mundo, pois era exatamente isso que estava acontecendo às pessoas: elas iam para percepcoes diferentes sem controle e sem mais saber em qual mundo estavam; como consequencia, todos os seus sonhos, vontades, aquilo que queriam que fosse acontecer sumiam num piscar de olhos sem controle nenhum, as vezes para mundos um pouco melhores e que nao seriam destruidos o que faziam elas pensarem se essa destruicao da Terra que se anunciava tambem talvez nao fosse apenas mais uma visao equivocada de suas percepcoes, mas nao sabiam nem mesmo como parar isso tudo e viviam com um grande medo. era muito estranho porque nao se sabia mais em que acreditar, se ainda eramos nós mesmos e aquela ameaça constante de perder tudo a qualquer momento.

gaudério no rancho

mas e era um indio bem chucro daqueles que ate arranca a guaiaca se for preciso; que um belo dia se bandio la pro otro lado so pra ver se saia de escapar de toda aquela bagunca que nunca ninguem por aquelas terras tinha feito;


pois pego seu mate velho, sentou bem de mansinho no cepo, costurou alguns pensamentos de lembrancas do tempo em que a china ainda fazia bolo; se encostou ao lado do fogo bem baixinho, por onde somente mais alguns gravetos teimavam em deixar a luz; chamou o cusco, que lhe deu um abraco bem amigo, acariciou sem pelo duro devorado tantas vezes pelo mato; tragou mais uma erva, levantou e saiu mundo afora


o seu pangaré já nao andava tao bem assim, costumava saltear por tudo quanto é lado, principalmente em tempos de baile, mas hoje em dia ainda que sofria so pra descer um barranquinho de nada; que que isso cavalo veio pensava, mas sem se dar por conta que de seu destino, nem uma pena mais sobrava


chegou do outro lado do rio, pescou uns lambari, lavou as mao e a alma e quase que nao consegue mais nem se desvencilhar do resto da carne, que largou pro cusco; seguindo em frente que ja era quase 10 e o sol apertava, galopou ate o pra depois do rancho de seu matias, velho sabido que tanto lhe dissera pra tomar cuidado nas peleia de guri, que as cicatrizes desmentiam a verdade


seguiu ate a cidade, apeou no clube, amarrou o bixo veio e foi pra cartiada de todo dia; lembrou com os compadre os anos todos de luta, quando a lavoura secou, quando alagou, quando o gado se rebelava, ate os dia em que o fumo faltava; mas estava com uma esperanca, aquele jogo deveria ser seu


de mais uns talagacos na cana, acendeu o palhero, desejou boa sorte pros colegas e depois de comer uma coxa bem gorda, chamou o pingo e se bandio colina acima de volta pro rancho


mas ja nada lhe importava, nem o que os taludos iriam lhe gozar, que de que adianta tanta galhardia e altivez, se no fundo dos tempo, apenas o fogo, o cusco e a dama de espada lhe sobravam de compania, da manha ate a noite. foi dormir sem saber que aquela finalmente, como em seus sonhos, seria a ultima.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

o vermelho e seu rebanho



o vermelho e mais uma galera estavam num lugar muito estranho tipo algumas galerias meio escuras; de repente ele comeca a falar pra todo mundo uma justificativa em relacao a certas atitudes como que dizendo para essas pessoas pararem de cutivarem certos preconceitos; para exemplificar dizia que estava sendo julgado por certas atitudes e que aquilo nao fazia sentido bem no estilo de atire a primeira pedra; a partitr dai comecou a citar diversos exemplos de coisas boas e ruins e cada uma que ia mostrando ficava de um lado de uma folha que ia se desenrolando a medida que as informacoes iam surgindo; exemplificava tambem por aquelas fotos, fatos que ja tinham ocorrido com aquele pessoal para eles se sentirem afinados com o que estava sendo esclarecido; por fim, quando diversos exemplos ja haviam se configurado, ele abre o papel como um todo e aparece um imenso poster com uma foto de uma igreja no meio do deserto; todos ficaram perplexos, pois todos se lembravam que aquela igreja era onde uma grande amiga de todos no passado tinha sido condenada a ficar presa ate a morte por atos que nao julgavam necessarios; era como se aquela foto representasse uma síntese de tudo o que ele havia falado, como o auge da incompreensao humana que todos ali condenavam, mas que viviam assim mesmo em suas rotinas; com todos em choque, aquele poster se fechou no formato de uma bola que saiu voando e o sol ja ia se pondo.