sexta-feira, 24 de setembro de 2010
desenhos
e tinha aquele cara que sem quere continuava no seu velho habito de ficar horas sentado ao sol olhando para as inspiradas nuvens em estado de espirito alterado; as pessoas que ali passavam se perguntavam o q teria causado essa especie de obsessao, se pelas formas das nuvens ou como era conhecido da galera como um veio chegado num reggae e otras cositas mas; isso tudo se passava em longas tardes de outono quando o vento era um ponto mais gelado e isso tambem facilitava ficar ao sol; quando por um dia desses uma amiga sua decidiu quebrar o silencio e convocar uma especie de renuniao em separado com o rapaz que almocava sempre com a mae como uma especie de carinho recompensado por anos de sofrimento para entao se deitar ao barranco com o sonzinho e as nuvens; naquele caminho que as vezes por nao ser no proprio quintal e sim na praca das flores a umas 4 quadras dali foi abordado pela menina que com muito jeito achou que poderia lhe perguntar para onde ia e se nao poderia lhe fazer compania; ele sem pestanejar disse que fazia questao e se sentia sozinho mesmo e que alem de tudo iria lhe mostrar em agradecimento algo muito especial; a partir daquele dia as pessoas se perguntavam o que tanto aqueles dois viam nos ceus do mundo, nao importando se tinha ou nao nuven, se tinha ou nao desenhos.
sábado, 11 de setembro de 2010
sombras flutuantes na cabeç
estava com agumas pessoas artistas se preparando para um espetaculo e à medida que elas iam ensaiando o que elas pensavam ia se desenhando em suas cabeças na forma de sombras que dançavam sobre elas e legal que bem do mesmo jeito que elas o estavam imaginando.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
cidade estranha e palhaço
eu tava passeando quando nos damos por conta que a fer que deveria estar com a gente ja havia desaparecido a um bom tempo; comecamos entao uma busca frenetica por toda a cidade que era muito estranha, bem escura e cheia de coisas atiradas por tudo; por fim parece que descobrimos tb nem sei como que ela tinha desaparecido mesmo e sem deixar pistas; comecamos a pensar no pior e um desespero que toma conta de todos e isso por varias horas quando surpreendentemente eu me encontro - com mais algumas pessoas - em um final de corredor bem iluminado (a primeira coisa bem iluminada por todos esses lugares) e eu vou me aproximando de um ser muito estranho, com uma cara de palhaço, mas meio macabro com o olhos pretos e cabelos encaracolados loiros e grandes que começa a esboçar um sorriso (com um que de macabro tb) e quando chego bem perto, consigo ver que é a fer; grande susto.
domingo, 23 de maio de 2010
em parte, a vida
quem vai a fundo mesmo em sua arte, acaba se auto-destruindo; mesmo que parcialmente.
...
"sempre me sinto orgulhoso de amar o mundo de alguma form - o ódio é tão mais fácil em comparação" Jack Kerouak em Big Sur.
terça-feira, 18 de maio de 2010
passeando de bike pelo nordeste
eu estava numa vila no interior do nordeste onde a principio morava mas junto se encontravam varias pessoas dentre elas familiares como o pai e a mae; numa noite em uma janta o pai pediu pra eu tirar umas fotos dele com algumas criancas (netos ??) no colo e me passou a sua maquina fotografica que era muito fina, alta tecnologia com tela dos dois lados (possivelmente para o alvo da foto tambem se ver) e dependendo de onde se olhava parecia que sua tela era de plastico em todo o corpo (até vergava um pouco) menos a parte de cima onde tinha o botao de disparo; entao tirei as fotos e peguei a bike e disse pro pessoal que iria ate uma vila vizinha para comprar algumas coisas para aquele evento; e me fui bem animado só que nao observe bem o caminho (meio labirintico, nao planejado) onde ia me enfiando e fui até chegar no destino; la chegando nem me lembrava direito o que tinha ido comprar mas tudo bem, tinha um monte de gente, bem tipica vila no interior do nordeste e as pessoas eram amigaveis; decidi ficar la mais um tempo conhecendo o lugar e ver se encontrava alguem para me explicar como voltava para casa; em um tempo vi que algumas pessoas de fora faziam umas perguntas matematicas estranhas para os habitantes locais e perguntei para alguem do meu lado do que se tratava; ele me explicou que ali vinham muitos cientistas e matematicos tentar desvendar um misterio que consistia em que aquele povo conseguia intuitivamente descobrir as raízes de qualquer equação; eles nao contavam como conseguiam (o segredo) de jeito nenhum mas eles tentavam descobrir com pegadinhas que até então nao tinham surtido efeito. as pessoas locais desconversavam ou respondiam erroneamente; se eu pegar a raiz de 3 e subsituir pela serie historica X nao pode ser que a raizes resultantes sejam, ... e os nativos apenas sorriam; haviam tambem boatos de que eles tinham secretamente tecnologias muito avançadas e desenvolvidas já há milhares de anos com madeiras, polias e roldanas, avanços significativos na mecânica por exemplo, mas tudo permanecia um mistério. ainda contavam que esse povo era único e que se enterravam as vezes sob ameaças, mas ninguém conseguia dizer como respiravam e sobreviviam embaixo da terra. me pareceu que eu estava num lugar peculiar, estranho, meio sombrio, mas muito interessante; fiquei mais um tempo por lá meditando sobre toda essa loucura sob a poeira da estrada no por-do-sol quando subi na bike e comecei a pedalar sem rumo, meio transtornado.
terça-feira, 30 de março de 2010
as luas contam
o engraçado é que antigamente as pessoas contavam o tempo longo com a passagem do numero de luas; só que naquela época o tempo passava bem mais devagar que hoje; então, como hoje estamos tao ocupados com tantas informações o faz com que o tempo passe mais rapido; isso quer dizer que, justamente no tempo em que a passagem do numero de luas seria bem mais viável, é que queremos tudo muito mais rápido. justo agora que poderíamos contar com a lua, nossa amiga.
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