sexta-feira, 13 de agosto de 2010

cidade estranha e palhaço

eu tava passeando quando nos damos por conta que a fer que deveria estar com a gente ja havia desaparecido a um bom tempo; comecamos entao uma busca frenetica por toda a cidade que era muito estranha, bem escura e cheia de coisas atiradas por tudo; por fim parece que descobrimos tb nem sei como que ela tinha desaparecido mesmo e sem deixar pistas; comecamos a pensar no pior e um desespero que toma conta de todos e isso por varias horas quando surpreendentemente eu me encontro - com mais algumas pessoas - em um final de corredor bem iluminado (a primeira coisa bem iluminada por todos esses lugares) e eu vou me aproximando de um ser muito estranho, com uma cara de palhaço, mas meio macabro com o olhos pretos e cabelos encaracolados loiros e grandes que começa a esboçar um sorriso (com um que de macabro tb) e quando chego bem perto, consigo ver que é a fer; grande susto.

domingo, 23 de maio de 2010

em parte, a vida

quem vai a fundo mesmo em sua arte, acaba se auto-destruindo; mesmo que parcialmente.

...

"sempre me sinto orgulhoso de amar o mundo de alguma form - o ódio é tão mais fácil em comparação" Jack Kerouak em Big Sur.

terça-feira, 18 de maio de 2010

passeando de bike pelo nordeste


eu estava numa vila no interior do nordeste onde a principio morava mas junto se encontravam varias pessoas dentre elas familiares como o pai e a mae; numa noite em uma janta o pai pediu pra eu tirar umas fotos dele com algumas criancas (netos ??) no colo e me passou a sua maquina fotografica que era muito fina, alta tecnologia com tela dos dois lados (possivelmente para o alvo da foto tambem se ver) e dependendo de onde se olhava parecia que sua tela era de plastico em todo o corpo (até vergava um pouco) menos a parte de cima onde tinha o botao de disparo; entao tirei as fotos e peguei a bike e disse pro pessoal que iria ate uma vila vizinha para comprar algumas coisas para aquele evento; e me fui bem animado só que nao observe bem o caminho (meio labirintico, nao planejado) onde ia me enfiando e fui até chegar no destino; la chegando nem me lembrava direito o que tinha ido comprar mas tudo bem, tinha um monte de gente, bem tipica vila no interior do nordeste e as pessoas eram amigaveis; decidi ficar la mais um tempo conhecendo o lugar e ver se encontrava alguem para me explicar como voltava para casa; em um tempo vi que algumas pessoas de fora faziam umas perguntas matematicas estranhas para os habitantes locais e perguntei para alguem do meu lado do que se tratava; ele me explicou que ali vinham muitos cientistas e matematicos tentar desvendar um misterio que consistia em que aquele povo conseguia intuitivamente descobrir as raízes de qualquer equação; eles nao contavam como conseguiam (o segredo) de jeito nenhum mas eles tentavam descobrir com pegadinhas que até então nao tinham surtido efeito. as pessoas locais desconversavam ou respondiam erroneamente; se eu pegar a raiz de 3 e subsituir pela serie historica X nao pode ser que a raizes resultantes sejam, ... e os nativos apenas sorriam; haviam tambem boatos de que eles tinham secretamente tecnologias muito avançadas e desenvolvidas já há milhares de anos com madeiras, polias e roldanas, avanços significativos na mecânica por exemplo, mas tudo permanecia um mistério. ainda contavam que esse povo era único e que se enterravam as vezes sob ameaças, mas ninguém conseguia dizer como respiravam e sobreviviam embaixo da terra. me pareceu que eu estava num lugar peculiar, estranho, meio sombrio, mas muito interessante; fiquei mais um tempo por lá meditando sobre toda essa loucura sob a poeira da estrada no por-do-sol quando subi na bike e comecei a pedalar sem rumo, meio transtornado.

terça-feira, 30 de março de 2010

as luas contam

o engraçado é que antigamente as pessoas contavam o tempo longo com a passagem do numero de luas; só que naquela época o tempo passava bem mais devagar que hoje; então, como hoje estamos tao ocupados com tantas informações o faz com que o tempo passe mais rapido; isso quer dizer que, justamente no tempo em que a passagem do numero de luas seria bem mais viável, é que queremos tudo muito mais rápido. justo agora que poderíamos contar com a lua, nossa amiga.

sábado, 13 de março de 2010

conversando com o mutucão

em um chat de uma radio;


- cara, sabado passado me emocionei contigo ouvindo o mutucao;

- eh mesmo !! mas pq ?

- é que ele me mandou um abraco e disse que tinha sido atraves de ti e que tu era um baita parcero dele:


" o jose é um grande amigo; conheci ele de varias vezes que compareceu aos meus shows, sempre muito bem educado e bem humorado; aqueles fans que fazem as nossas cancoes e a nossa carreira valerem a pena; sabe aquelas pessoas agradaveis de se conhecer? pois sempre dessa forma, tomando umas que outras, e me faziam feliz por aqueles shows; grande jose, que agora se mudou para o nordeste e se lamenta por nao poder mais comparecer ao believe, mas que sempre esta conectado conosco pela rede; saudacoes"


- e assim me senti honrada pela lembranca e de saber que conheci, mesmo que virtualmente, mais uma pessoa legal;

- mas que beleza; é que o mutuca é gente finissima, é cara que entende mesmo da sonzera;

- legal mesmo; gostei muito do programa dele; agora ja vou la sempre;

- legal estar com voces.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

About the Beat Generation" by Jack Kerouac

"About the Beat Generation" by Jack Kerouac
published as "Aftermath: The Philosophy of the Beat Generation"
in Esquire magazine, in March 1958


"The Beat Generation, that was a vision that we had, John Clellon Holmes and I, and Allen Ginsbergin an even wilder way, in the late forties, of a generation of crazy, illuminated hipsters suddenly rising and roaming America, serious, bumming and hitchhiking everywhere, ragged, beatific, beautiful in an ugly graceful new way--a vision gleaned from the way we had heard the word 'beat' spoken on streetcorners on Times Square and in the Village, in other cities in the downtown city night of postwar America--beat, meaning down and out but full of intense conviction--We'd even heard old 1910 Daddy Hipsters of the streets speak the word that way, with a melancholy sneer--It never meant juvenile delinquents, it meant characters of a special spirituality who didn't gang up but were solitary Bartlebies staring out the dead wall window of our civilization--the subterraneans heroes who'd finally turned from the 'freedom' machine of the West and were taking drugs, digging bop, having flashes of insight, experiencing the 'derangement of the senses,' talking strange, being poor and glad, prophesying a new style for American culture, a new style (we thought), a new incantation--The same thing was almost going on in the postwar France of Sartre and Genet and what's more we knew about it--But as to the actual existence of a Beat Generation, chances are it was really just an idea in our minds--We'd stay up 24 hours drinking cup after cup of black coffee, playing record after record ofWardell Gray, Lester Young, Dexter Gordon, Willie Jackson, Lennie Tristano and all the rest, talking madly about that holy new feeling out there in the streets- -We'd write stories about some strange beatific Negro hepcat saint with goatee hitchhiking across Iowa with taped up horn bringing the secret message of blowing to other coasts, other cities, like a veritable Walter the Penniless leading an invisible First Crusade- -We had our mystic heroes and wrote, nay sung novels about them, erected long poems celebrating the new 'angels' of the American underground--In actuality there was only a handful of real hip swinging cats and what there was vanished mightily swiftly during the Korean War when (and after) a sinister new kind of efficiency appeared in America, maybe it was the result of the universalization of Television and nothing else (the Polite Total Police Control of Dragnet's 'peace' officers) but the beat characters after 1950 vanished into jails and madhouses, or were shamed into silent conformity, the generation itself was shortlived and small in number."